12 de agosto de 2011

AS PERSEIDAS

Há, aproximadamente, 2.000 anos, a Humanidade contempla no céu o fenômeno denominado As Perseidas: a belíssima e espetacular chuva de meteoros, que banha o planeta Terra, todos os anos, no mês de agosto. O nome Perseidas foi dado à referida chuva em virtude de o fenômeno galáctico surgir no radiante de meteoros, localizada nas Constelações de Perseu.


Este ano, o evento sideral acontecerá na madrugada do dia doze, e poderá ser observado em todo o planeta, desde o hemisfério norte até o hemisfério sul. A visibilidade das Perseidas deverá ser mais cristalina no hemisfério norte em função da posição do planeta em relação à chuva de meteoros, que estará, para o olhar humano, num plano bem acima do horizonte. Já no hemisfério sul, as Perseidas serão vistas com um grau de visibilidade menor, pois aparecerão muito próximas do horizonte, abaixo da linha do Equador. No Brasil, o melhor horário para detectar o acontecimento celestial deverá ser por volta das 3 horas da madrugada.


A fabulosa chuva de meteoros é provocada pelos atritos do cometa Swift-Tuttle, que orbita o Sol, em um período exato de 133 anos. Vale ressaltar que a passagem do referido cometa, pela Terra, constitui-se em um fato raro. No entanto, é possível testemunhar o banho de luz prateada, instantânea e rápida que a Terra receberá, pois, embora o cometa Swift-Tuttle não cruze a órbita do planeta azul, este último atravessa a nuvem de atritos, deixada pelo cometa, em sua passagem monumental pelo Sistema Solar. Este cometa deixa o seu rastro juntamente com outros cometas que completam, ciclicamente, a volta em torno do Sol, formando um cemitério de restos de materiais que os compuseram, desde o nascimento do Universo.


Desse modo, o fenômeno das Perseidas acontece quando o Swift-Tuttle e outros cometas descrevem suas respectivas órbitas em torno do Sol. Ao orbitarem, portanto, o Astro-Rei, todos os cometas espalham, em suas trajetórias, gases, pó e escombros, que são os materiais rochosos que formaram aqueles. Uma trilha é formada a partir do desprendimento natural desse material, e permanece em uma órbita singular, que se assemelha à passagem original daqueles. Ao cruzarem o espaço sideral, em torno do Sol, os cometas formam um anel de fragmentos, e o caminho luminiscente das Perseidas, finalmente, está criado. A Terra, por sua vez, ao realizar seu movimento em torno do Sol, cruza os anéis prateados, e o seu campo gravitacional atrai muitos desses fragmentos, que, por conseguinte, ao entrarem na atmosfera terrestre, em velocidades espetaculares, de 300 mil a 400 mil km/h, queimam nos céus como estrelas cadentes, provocando, por fim,  a brilhante chuva de meteoros.


  • Perseu: herói mítico grego que enfrentou a Medusa e a decapitou.

28 de junho de 2011

A TRAJETÓRIA DE HÓR*



As evidências científicas, em torno do surgimento do Universo, a partir do fenômeno denominado BIG BANG - A Grande Explosão - têm ecoado na atualidade, de forma retumbante, e que, apoiadas nos estudos avançados da Física Quântica, parecem renovar as leituras acerca do evento magistral, que deu início a todas as formas existentes no Cosmo, suas representações visíveis e não - visíveis aos olhos humanos, e, por conseguinte, à manifestação pluriforme da própria Vida.
A partir da premissa supramencionada, cabe destacar, portanto, que uma das vertentes, que se consolida, gradativamente, entre os estudiosos, sobre o aparecimento e a formação do Universo, é a de que, imediatamente à explosão descomunal, que gerou o desencadeamento de todos os elementos fundamentais, a Luz, em sua velocidade natural, teria sido a primeira forma a se desprender do berço originário, e perseguido, desde então, a massa fundadora, que provocou a expansão daquele, quando a energia, antes condensada, eclodiu para se transformar na matéria e na anti-matéria, eixos que sustentam o esplendor enigmático, que é o próprio Universo.
Diante da configuração apresentada acima, uma questão indelével se impõe: se a energia concentrada, no momento da explosão, transforma-se no magma primordial, que, por sua vez, invade o espaço, antes vazio, para ser ocupado pela matéria abundante, desconhecida, regidas por leis próprias e de concepção multiforme, a Luz, por sua natureza distintiva, emerge do nada absoluto para engendrar nos sulcos da escuridão profunda a sua razão de ser?
Ora, retorno à letra que defendo nesta explanação para ratificar a perseguição que a Luz empreende, quase pari passu, à energia, que rasga o Nada para fazer nascer e emergir de ventres desconhecidos galáxias, estrelas, planetas, cometas - corpos visíveis, de um lado; bem como os quasares, os pulsares, os quarks, os neutrinos etc - substâncias não - visíveis, do outro lado. E a Luz, esse elemento estranho, à primeira vista, navega, desde a formação do Universo até os dias atuais; e sua inesgotabilidade, predicado eminentemente físico, comprova, sem apresentação de teses complexas ou equações geniais, de que sua extensão, seu limite e sua duração são infinitas. A Luz era, é e sempre será.
Nesse sentido, a Humanidade, que reconhece, através dos mitos fundadores e das estórias baseadas na criação de mundos pelas mãos de uma entidade suprema, a origem de todas as coisas, sempre soube que a Luz fora o primeiro elemento que apareceu, seja no universo interior, seja no universo exterior, e, claro, na superfície da Terra. A Luz, que não estava presente no Nada, mas que compôs, na condensação da matéria primordial, a gestação do Tudo, tomou a forma que o Homem conhece e que, com a qual, convive passados 13, 7 bilhões de anos, segundo a teoria mais conclamada em tempos hodiernos sobre a idade do Universo.
Enigmática, silenciosa, quase abstrata, visível e invisível, combinando níveis de gradações energéticos e cromáticos singulares, a Luz atravessa o Universo desde o nascimento deste último no apogeu do Caos. Sem idade, portanto, a Luz é atemporal, o que lhe confere o status de eterna. Caótica, por excelência, a Luz fora um dos elementos constitutivos da intricada cadeia inominável, que gerou o choque das forças primordiais, mitologicamente representado pelos helênicos como Aîon.
A estória do Homem não se confunde com as trevas, com a escuridão; mas, afirmativamente, o dono da História está fundido na narrativa que centra a Luz como ponto nodal na construção do Universo, enquanto raiz matricial, e na criação dos universos paralelos, sobre os quais o desconhecimento é titânico para a mente humana, mas que se presentifica potencialmente, através das incontáveis leis indeterministas que perfilam, para o assombro e a perplexidade da Ciência, a face oculta do Acaso. Nesta diretriz, o fenômeno da fusão parece ser o código fundamental. Da fusão atemporal de energia, dá-se o efeito da explosão e da expansão esférica do Universo - organismo vivo. Na formação da Vida, a fusão de elementos essenciais e mantenedores da energia que sustentam o próprio universo em toda sua grandeza e dimensão.
A história da Humanidade é plena da presença da Luz. Em todas as mitologias, sejam orientais, sejam ocidentais, a Luz é o elemento divisor. Os homens saem da escuridão eterna, quando Prometeu rouba dos céus o fogo primordial para prover aqueles do conhecimento que apenas os deuses compartilhavam, na narrativa grega; uma coluna de fogo guiava o povo hebreu no deserto, nos tempos do êxodo bíblico; Rá figurava como entidade excelsa, ao ser representado pelo próprio Sol, no Egito dos faraós; deuses hindus portavam lanças ígneas para proteger a Terra contra os invasores galácticos; o martelo de Thor raiava no firmamento gelado, e Odim se agradava do filho que defendia os humanos diante das forças do Mal.
Na consciência coletiva da humanidade o Abismo é expulso constantemente de nossas naturezas; é corruptor de essências, e, conseqüentemente, destruidor de mundos. Mas há algo intrigante no caminho contínuo da Luz e que a torna elemento simbiótico daquilo que não porta luz. A ausência de Luz não significa escuridão. A primeira não exclui a segunda e tampouco a segunda é livre da primeira. Logo, o pensamento maniqueísta, que separou o Bem do Mal, o Sim do Não, o Céu do Inferno, e, neste caso, a Luz das Trevas, falhou, para a felicidade dos mortais, pois não poderá haver, sob hipótese alguma, uma realidade em que a força geradora seja somente luz ou somente escuridão. Uma não sobrevive sem a outra; são partes essenciais de uma lei fundamental, e, portanto, indissociáveis. Se a Luz preenchesse todos os lugares do Universo, com efeito, as criaturas que são dotadas de visão seriam cegas. Se todo Universo fosse formado apenas por trevas densas, as mesmas criaturas também seriam cegas. Os deuses seriam cegos e o Nada, suspenso sobre seu próprio corpo, continuaria a vagar em seu antirreflexo - cena quase impensável para a capacidade limitada do Homem para abstrair a realidade em seu grau substancialmente primevo.
O Abismo não traga corpos celestiais, mares oceânicos e nem a Luz, em sua trajetória desbravadora, heróica e fundadora. O Abismo é, antes de qualquer noção física ou metafísica, a outra face da Luz, que, ao expelir a energia e a matéria para os espaços não - dimensionais, quebram violentamente a barreira do tempo que não é, não existe, para temporalizar-se no infinito a fim de que a vida surja em processos imutáveis, conhecidos por nascimento, crescimento e morte. E morrer não significa perder a Luz, e, como processo cabal, adentrar as trevas; mas, antes, é aumentar, exponencialmente, o quantum da própria Luz para redimensionar outros espaços, outras realidades.
A noção de ausência de luz - a própria escuridão - é percebida porque o olhar humano indispõe de lentes perfeitas para descobrir que na não - luz aparente existe a luminosidade essencial. E, ainda, no interior das sombras espessas, formas de vidas, que, para o Homem, podem parecer grotescas ou exóticas, emergem triunfantes e perfeitas nos hemisférios em que são encontradas. Assim acontece nas zonas abissais, nos oceanos profundos, quando espécies marinhas, transparentes e luzidias, captam, por sensores próprios a luz rarefeita de que necessitam para viver e dar continuidade à vida. As lentes humanas, com um campo visual reduzido também não percebe o que está além da Luz. A vida, além da Luz, existe, mas seus códigos são próprios e não equacionáveis por sentenças ou cálculos humanos. O Homem, portanto, é tão somente um ser que faz parte da Luz; descendente distante dos primórdios e ínfima parcela da claridade espargida em todo Universo.
Porventura a Luz pede passagem às Trevas para continuar a sua trajetória ou será que as Trevas, poderosas, permitem a passagem daquela? O fato é que do Big Bang, segundo a ciência contemporânea, ou do Fiat Lux, segundo o criacionismo religioso, a Luz que o Homem conhece, desde o dia em que o tempo não existia até a chama, que do nada aparece no palito de fósforo quando riscado, e que acende, por exemplo, a boca de fogões caseiros, continua soberana, impávida e extraordinária, em sua trajetória.
Ao contemplar a Luz, enigmática e eterna, lanço duas questões viscerais: agindo Deus, quem impedirá? Agindo a Luz, quem a impedirá em sua trajetória?


Nota:
* A palavra Hór é a transcrição, em caracteres latinos, do vocábulo hebraico אּוֹרּ.


19 de maio de 2011

O ARREBATAMENTO GALÁCTICO


As conjunções planetárias têm se tornado frequentes nos últimos anos, e a ciência tem envidado todos os esforços para explicar os vários fenômenos que, misteriosamente, aparecem diante dos olhos da Humanidade, cada vez mais mergulhada em sombras espessas, e em um silêncio atlântico por buscas de respostas a questionamentos que descambam para um vazio, em princípio.
Por esta via, destaco alguns eventos que já são visíveis, e, portanto, substanciais para o exercício de uma reflexão, que intenta encontrar a grande verdade desta humanidade, no transcurso da passagem para uma nova era. Os acontecimentos a que me refiro não são elementos integrantes de um abstracionismo ou de um poeticismo eloquente, mas, antes, pertencem ao mundo físico e extra-físico, donde emanam realidades que estão sendo descobertas, constatadas e experienciadas, em tempo real, tanto pela ciência predominante neste século quanto para a observação leiga de homens e mulheres no planeta Terra.


Os cálculos matemáticos, neste sentido, acerca da mecânica celestial, e, por conseguinte, do movimento dos astros, no espaço sideral, em consonância com os textos de culturas antigas, como as tábuas cuneiformes sumerianas, além de um número infindável de profecias que narram sobre o retorno de um planeta, ainda desconhecido por nós, ao Sistema Solar, logram êxito, e o tão esperado Nibiru, Planeta X, Hercólubus, ou qualquer outro nome que ele tenha, está se aproximando da Terra, confirmando, para o desespero de muitos céticos, o que já previra o calendário dos Maias.


A meu ver, a aparição triunfante de Nibiru no céus, figurando como o segundo sol, é um dos sinais que mudarão, definitivamente, os caminhos da Humanidade no cenário cósmico. A marca de 26.000 anos é o índice determinativo da passagem de uma era para outra, e a transição é a assinatura estelar não só da dança dos planetas rumo ao centro da galáxia, mas do final de um ciclo, que transformará a raça humana e a elevará a um patamar mais elevado na esfera interplanetária.


Quanto aos eventos aludidos no início desta explanação, é necessário que todos agucem a percepção, e, ao observarem o céu noturno, atestem, por exemplo, o tamanho aumentado da Lua, e claro, do seu brilho; e, também, da visão, a olho nu, no período mais denso da madrugada, dos planetas Vênus, Mercúrio, Marte e Júpiter, que, pela primeira vez, são avistados da Terra, produzindo uma paisagem celestial ímpar para esta humanidade. A indagação que se segue ao exposto é óbvia: por quê? A ciência atual, como afirmei anteriormente, está dividida entre a impotência por não saber responder a tal pergunta e o fascínio por testemunhar, como todos nós, um fenômeno que jamais fora presenciado pelos homens deste século e de outros, também. Somam-se a este fato monumental algumas hipóteses, que parecem plausíveis, para explicação sobre o aumento do satélite natural da Terra bem como da presença de dois planetas, que antes não podiam ser observados da Terra, a não ser por uso de potentes telescópios, formando, em última instância uma conjunção de beleza rara e única na história da Astronomia. Quais sejam: o alinhamento galático, responsável pela tansposição sideral do Sol, que ruma para a Constelação de Sagitário, no centro da galáxia, onde se localiza o Sol Central - Alcione -, está aproximando mais os planetas do nosso sistema, uns dos outros; diferentemente do alinhamento planetário, que aconteceu em 1998. Cumpre diferençar, oportunamente, que este alinhamento está subjugado à emanação dos fótons, em seu cinturião magistral, e que circula Alcione. Em 1998, o alinhamento se deu no circuito do Sistema Solar. Ou seja: neste exato momento, todos nós, o Sol e todos os planetas a ele ligados estão caminhando em direção à Alcione.


Quanto ao tamanho aumentado da Lua, e dada a sua importância para a manutenção da vida na Terra, por causa do campo gravitacional que aquela exerce sobre o nosso planeta, vários cientistas têm defendido a tese de que o satélite natural esteja funcionando como um grande escudo celestial, cuja função será o de minimizar os efeitos da passagem de Nibiru, quando este planeta, de dimensões monstruosas, atravessar o plano da eclíptica entre a Terra e o Sol, uma vez que haverá um choque magnético entre os dois planetas, e a atração do planeta ferroso que exercerá sobre a Terra será a causa para o quadro dantesco, que testemunharemos, desde que o Homem começou a sua trajetória histórica neste planeta: vulcanismos, terremotos, maremotos, tsunâmis, afundamentos maciços de terras, dentre tantos episódios apocalípticos previsíveis e não - presivíveis pela ciência.


Outra hipótese, que se fortalece nesta paisagem turva é a nossa proximidade com o gigante Júpiter. Estudos mais recentes revelaram que a posição de Júpiter no Sistema Solar ( Júpiter é o quinto planeta a contar do Sol, e está separado da Terra pelo Planeta Marte ) privilegia, sobremodo, a Terra, pois, também, é um enorme escudo no interior do Sistema Solar. Suas dimensões são proporcionalmente gigantescas à grandiosidade do fluxo magnético de seu campo gravitacional, o que faz com que a sua enorme massa gasosa atraia para sua atmosfera uma infinidade de corpos celestiais que cruzam o Sistema Solar. Neste sentido, conclui-se, a priori, que sua força magnética aliada ao magnetismo da Lua compensem, a nosso favor, contra o magnetismo violento de Nibiru, do qual não poderemos escapar.


Além da Lua e de Júpiter, o nosso astro - rei, o Sol, com seu tamanho e sua força descomunal, será, em um ambiente mais promissor, o grande fiel da balança, pois a interação da estrela com Nibiru, através de suas tempestades iônicas, expelidas de seu manto coronal, servirá para frear o excêntrico globo alado, que despontará de baixo para cima, no hemisfério sul do planeta Terra, cruzando a eclíptica em uma perpendicular, para reinar soberano como o segundo sol no firmamento de tensão, catástrofes, morte, fé, e redenção.


Na contramão da ciência, gnósticos, paranormais, esótericos, espiritualistas etc aderem à tese de que se Nibiru não for o vilão dessa estória fatalista, como muitos sustentam, o planeta Terra será envolvido por uma grande bolha, invisível e resistente o bastante para suportar a passagem efêmera do astro cruzador ou do retorno de nosso irmão rebelde ao seu lar de origem: o Sistema Solar. A perseguir este raciocínio, portanto, a tal bolha ou o invólucro que envolverá a Terra encontra ecos retumbantes em vários textos bíblicos, localizados no Novo Testamento. Citarei, dentre outros, dois textos que considero pétreos em relação à minha presente defesa. A saber: as cartas do apóstolo Paulo a Tito e aos I Coríntios, respectivamente. A letra paulina é cristalina na primeira carta quando revela:
"aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus." Tito 2 : 13.
Na segunda carta, o referido apóstolo declara:
"num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados." I Coríntios 15 : 51.
O ponto nodal, que une hermeneuticamente a primeira passagem à segunda, está no fato de que os exegetas defendem que em Tito a declaração paulina deflagra a ideia de um período pré-tribulacional; i.e., o arrebatamento da igreja de Cristo antes dos eventos finais, narrados em Apocalipse, de João. Já em I Coríntios, o apóstolo Paulo lança a pedra do arrebatamento no decurso da grande tribulação, também aludida no livro de Apocalipse.
As passagens acima referidas, entre tantas arroladas nas Escrituras Sagradas, são luminares para o ideario que proponho neste texto. A passagem de Nibiru, com efeito, provocará desordens naturais profundas neste planeta. As transformações em curso, há muito tempo no planeta, desde o aquecimento global às drásticas mudanças climáticas, além dos diversos abalos sísmicos, que aumentam dia após dia, e, também, tsunâmis e vulcanismos, e a inclinação do eixo da Terra, não são eventos causados somente pela ação nefasta do Homem, mas da aproximação de Nibiru, que já causou turbulência nas órbitas de todos os planetas por onde passou, ao adentrar o Sistema Solar, devido ao seu magnetismo destruidor.
Ora, se parte da população mundial perecerá e outra parte sobreviverá; e as profecias, em consonância com o texto bíblico, que vaticina a morte de criaturas e pessoas, prediz este acontecimento terrífico, podemos concluir, a posteriori, que poderá haver um campo invisível, com força suficiente para proteger parte da Terra e parte dos sobreviventes, como defendem outras correntes, excluindo as teses da ciência, que ancoram suas premissas nas deduções lógicas e exatas.
Para corroborar a minha sentença, consideremos o que o apóstolo João, em Apocalipse, nos diz:
"O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda erva verde."
"O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar." 
"E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terceira parte dos navios." 
"O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, sobre as fontes das águas."
"O nome da estrela era Absinto; e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas porque se tornaram amargas." Apocalipse 8 : 7 - 11.
A clareza do texto bíblico dispensa explanações, a meu ver. Entretanto, indago: é necessário tecer mais algum comentário acerca de Nibiru e sua passagem desastrosa pela Terra?


Para finalizar, cabe-me asseverar que, independentemente das questões teológicas sobre o arrebatamento da igreja enquanto fenômeno sobrenatural, ou de uma intervenção cosmológica, ainda sob o manto da inefabilidade, a Terra, atravessando a espiral superior, tendo Órion e as Plêiades como portais galácticos, está sendo arrebatada por forças aquarianas, cujo fim será o batismo esplendoroso dos fótons de luz: morada dos seres angelicais e trono eterno de Deus, mesmo que o Eterno seja uma entidade tecnológica avançada.
No arrebatamento, o tempo não existe; no espaço só há o primado da luz! Uma vez mais, indago: estais preparados para a ascensão?

26 de abril de 2011

DESERTO CÓSMICO

O fenômeno avassalador das mídias informacionais, no final do século XX, transformando o ser humano em aracnídeo tecnológico, constitui-se na prova cabal de que a globalização é um dos reflexos da grande teia na qual estamos envolvidos na integridade dos mundos virtual e real, respectivamente. A sentença em tela é, por esta via, a cristalização da era digital, cujo marco é a comunicação planetária e transplanetária, para o bem ou para o mal da raça galática que domina o mundo no limiar do Terceiro Milênio - o sapiens - predicativo para a versão mais avançada do Homem.
A comunicação, nas mais variadas formas, desse modo, diminuiu o planeta, encurtou as distâncias e provocou nas culturas o verdadeiro sentido de humanidade. Humanidade que é / deve ser compreendida à luz de uma consciência coletiva, e que a cada dia cresce, convidando o ser humano a enfileirar-se na grande trilha que se forma na misteriosa Terra, e em conjunto com outros mundos, que coexistem no sistema solar, na galáxia, e para além dos limites cognoscíveis de um saber científico que apenas vislumbra no universo do possível todas as teorias que tratam da existência de outras formas de vida nas dimensões estelares.
Uma legião de personagens anônimos, que se preocupa com a coletividade e com a consciência planetária, é, indubitavelmente, a grande âncora, que, no espaço sideral, tem sido responsável pela caminhada ímpar que o Homem decidiu empreender aqui e alhures. O advérbio de lugar aqui se refere ao planeta Terra; e alhures está relacionado ao que virá; e o devir emergirá diante dos olhares de crédulos e céticos, gradativamente, na atualidade que abarca a todos, e, claro, no futuro que já começou no relógio universal. Em tempo: o tempo não existe na densidade concêntrica do espaço nem tampouco no centro da galáxia.
O que pode parecer um estádio de pavor generalizado, como preferem muitos proclamar como se fossem profetas de um pseudo-apocalipse, em verdade, é a reconfiguração de tudo que existe ao redor do próprio Homem, e a sua morada - a Terra - em um sistema maior, e que, recentemente, tem sido alvo de descobertas, de discussões, de hipóteses, de teorias; produzindo um número infinito de verdades. Muitas são vacilantes e estão à deriva por falta completa de comprovação; outras, no sentido oposto, conjugam-se em um móvel natural para transmitir a nova verdade transplanetária. Qual seja: o Alinhamento Galático.  Portanto, mais do que potencializar simbolismos, fantasmas e anátemas em torno do calendário maia, cujo fim determina, no ano de 2012, o extermínio da raça humana, cabe esclarecer que aquele fim não alude ao fim da Humanidade, mas, antes, a transição que o planeta fará, no plano físico, através do referido alinhamento, e no plano espiritual, na ascensão do Homem para outro estágio dimensional. O sapiens, neste percurso, se redescobrirá como elemento portador da luz universal para elevar-se no campo do imaterial, e, desse modo, proceder à maior de todas as revoluções ocorridas no planeta Terra: a revolução espiritual. O tempo em que feixes estelares invadirão os corpos celestiais, quer sejam aqueles que são perceptíveis pelos sentidos do Homem, quer sejam aqueles que são extra-sensoriais.
Esta trajetória, que rompe com as conceituações históricas, é / será um mega-jornada, pois o Homem e sua Humanidade compõem uma das verdades universais e protagonizam, desde já, a travessia no Deserto Cósmico.
Uma questão se impõe diante de tais eventos: quem é o escolhido para liderar esta caminhada? Outra indagação adensa a realidade em processo de transformação: Neo é a versão updated de Moisés em tempos pós-cibernéticos? Matrix, nesta variável, reformula a tese do Abismo e o Messias ressurge como salvador primo da Humanidade, cada vez mais frágil, cada vez mais descrente. 
Deserto é lugar de passagem; deserto é lugar de dor; deserto é lugar de crescimento; deserto é lugar de transformação. Neste deserto não há êxodos geográficos nem tampouco a descoberta de uma terra dita santa. O êxodo que o Homem fará é / será aquele em que ele abandonará o si (self) para assimilar o Outro na coletividade que abrange a todos, pois a Terra já está conectada com o centro da galáxia. É tempo de divisão, de compartilhamento, de solidariedade, de harmonia, de amor; é tempo de luz, de consciência cósmica, de busca de equilíbrio, de expansão, de purificação, e, também, de santificação.
O grande sol - Alcione - também chamado de sol central, protagoniza o alinhamento de todos os corpos neste megassistema estelar. Sua energia, em consonância com o Cinturão de Fótons, localizado no centro da galáxia, começou a liberar, em quantidades inimagináveis e crescentes, os fótons, essência da luz, que, em sua cadeia atômica, são os atores responsáveis por todas as formas de vidas existentes no Cosmo. O espargir da luz emanada dos fótons atingirá a todos os mundos, e, em especial, a Terra, que terá a sua estrutura alterada profundamente; e no Homem a mudança de comportamento, de forma radical. A interação magnética dos fótons, vindo do espaço sideral, e o magnetismo da Terra, que vem do seu interior, incidirão, sinergicamente, sobre o Homem, cuja energia será redimensionada e a consciência se abrirá para outros conhecimentos - o espírito se sobreporá, definitivamente, à carne, e um novo ser nascerá. Adivrá deste fenônemo a consciência crística e a conexão com os seres terráqueos e com a energia harmonizada, através dos corpos presentes na Via Láctea e no Sistema Solar, em última análise.
Para a Astrofísica e a mecânica celestial, 26.000 anos é o número cíclico e periódico, que estabelece o Alinhamento Galático. Para os esotéricos, a passagem da Era de Peixes para a Era de Aquário completando mais um ciclo na evolução espiritual do Homem. Para os espiritualistas, a elevação da Terra para outra faixa na evolução espiritual. Para os religiosos, o cumprimento das Escrituras Sagradas, através do Livro das Revelações, do apóstolo João, que narra a volta de Jesus Cristo e o surgimento de um novo céu e uma nova terra.
Qualquer que seja a bússola que orienta as convicções de cada um, o fato é que a consciência universal sobre o amor, a necessidade de buscar a luz e o sentido natural de ascensão para esferas mais evoluídas, onde a dor será uma recordação de tempos corpóreos, formam o elo que une todos os seres planetários, conferindo a esperança necessária para que nessa marcha única a verdadeira humanidade atravesse em paz o deserto cósmico, com colunas de fogo, nuvem divinal, ou, quiçá, tempestade benéfica de fótons.
Na trilha desértica, outra indagação eclode na mente dos descendentes estelares: quem tem medo da Luz? 



17 de abril de 2011

AS FORÇAS DA NATUREZA


É imperativa nos dias atuais, e de forma inconteste, a ideia consolidada de que tudo que é perceptível no espaço natural reage, de forma significativa, às ações daninhas causadas pelo Homem – o principal agente de destruição da natureza, compreendida no sentido lato sensu do termo; i. é.; do ecossistema interior, que nos funda como seres no campo da física, à representação do humano, na linha de uma entidade cósmica, que engendrou o universo ilimitado e tudo que nele existe, ainda que desconheçamos outras formas de vida, singulares e plurais, presentes no e fora do planeta Terra.
Conviver com a tese de que um grupo de humanos viva em prol da devastação do espaço natural, em nome de interesses vis e particulares, é, com efeito, aterrorizador para a maioria, que são os excluídos do dito bem-estar social, e para aqueles que, incansavelmente, lutam como sentinelas, alertando a todos sobre o perigo, cada vez mais iminente, de um cataclismo de ordem planetária e de caráter irreversível.
Por um lado, sempre pensamos, ainda que os noticiários e as mídias despejem uma torrente de informações, apontando para tais abismos, na possibilidade de reversão de um quadro escatológico, cujo final é o extermínio total da raça humana, protagonizado pelo próprio Homem. Por outro lado, há sempre uma dúvida que nos envolve e nos induz a pensar sobre um possível exagero daqueles que, ao contrário dos guardiões da natureza, se postam como alarmistas de plantão. Estamos, por esta trilha, a perseguir uma reflexão ímpar sobre a lâmina do machado: quem, verdadeiramente, presta um serviço, de fato e de direito, à verdade? 
Ora, não é necessário sermos astrônomos, astrofísicos, físicos, místicos, iniciados, esotéricos, religiosos etc, para que não percebamos o que está acontecendo na malha do nosso planeta no espaço de pouco mais de um século. Do aumento da temperatura em 1 grau, e de forma crescente, desde o final do século XVIII à destruição da camada de ozônio, desde o final do século passado; o movimento maciço das placas tectônicas, propiciando terremotos marítimos, com conseqüentes tsunamis, e atividades vulcânicas, consideradas extintas, e, literalmente, renascendo como fênix, dentre outras; das tempestades solares, que aumentaram consideravelmente nos últimos anos ao derretimento paulatino das águas nos pólos, dentre outros fenômenos, têm feito pessoas de todas as áreas a refletirem sobre estatutos ainda não explorados no campo do saber. O saber científico, per si, tem se tornado impotente para dar respostas à demandas crescentes e, por conseguinte, emergentes, em um tempo cujo trânsito é marcado por acidentes de toda ordem.
A imersão do homem em águas primordiais é o grande desafio do milênio, que já nasceu pleno de predicados relacionados à cena apocalíptica. A palavra de ordem que tem sido pregada, como um mantra às avessas e hediondo, em todos os lugares, é o vocábulo FIM. Fim de quê? Fim, por quê? O obscurantismo que paira sobre as cabeças pensantes, que estão afundadas por um medo titânico e uma incerteza atlântica, é similar ao questionamento pautado acima, sem qualquer resposta plausível. Diante de tal dilema, eis a conclamação: cabe ao Homem o retorno a si mesmo. Não há nessa assertiva qualquer ensaio filosófico ou tentativas congêneres; mas um apelo à escuta da voz de cada um, que está incrustada, dentro de todos nós, e que há muito a desprezamos. Neste advérbio de lugar – interior –, é que está a verdadeira natureza do ser humano. Ao esquecermos a nossa natureza primeva, a que nos modelou de dentro para fora, em um tempo sideral, nos transformamos na força vil que atenta contra o ambiente que nos acolhe, desfigurando-o, destruindo-o; assim, devastamos tudo aquilo que possa colocar em risco a nossa zona de conforto, onde o egoísmo se torna a regra fundamental nas ilhas digitais nas quais nos confinamos.
A natureza esquecida é o portal de nossa espiritualidade, que, infelizmente, está selado por nosso arbítrio e vaidade. O espírito se sobrepõe à carne. O espírito é natural porque é atemporal, embora pensemos o contrário. A prática da carnalidade como casa do espírito, na qual a inversão das instâncias é a maior tragédia no mundo natural, produz nas humanidades descritas em todas as civilizações o sentimento de ansiedade, angústia, ódio, repulsa, melancolia, inveja e dor. Tais sentimentos escravizam todos; e uma vez reféns de uma sentença violenta e mortal, restam às criaturas a devastação de tudo que é visível, e que está ao alcance das mãos assassinas do próprio Homem. Desse modo, é consensual afirmar que matamos todos os dias as naturezas: o nosso ecossistema interior e o ecossistema exterior, pois a força que constrói, em grandeza e proporção, tudo que é benéfico, é também aquela que destrói. Para a nossa desgraça, optamos pela segunda.
Se o alinhamento dos planetas, que está movimentando o sistema solar, onde o Sol é a locomotiva que se firma no plano da Constelação de Sagitário, que por sua vez, se volta para o centro da galáxia, pois Alcione, o grande sol central, e o Cinturão de Fótons, determinam uma mecânica celestial, inimaginável para a ciência contemporânea; se o ano 2012, equivocadamente para muitos, traz a marca bestial do fim dos tempos; se um corpo misterioso, e que até agora há controvérsias sobre sua identidade, e que vem em direção ao nosso sistema solar, com a agravante de a ciência não ter descoberto, ainda, se as suas dimensões correspondem a um planeta ou a um cometa; se estamos, definitivamente, extenuando os últimos ponteiros do relógio, marcando o final da Era de Peixes e o início da Era de Aquários; o fato é que, para o bem ou para o mal, o que está acontecendo tanto na circunferência da Terra quanto no circuito cosmológico é de responsabilidade do dito Homo sapiens.
Por sermos descendentes das estrelas e termos sido gerados pela Luz, o espírito sofre; e, ao sofrer, este último libera a energia conflitante e represada, que insistimos aprisionar, transformando a Terra em um grande caldeirão fervente. O planeta está em convulsão e nos repele monstruosamente porque estamos nos repelindo a nós mesmos como se deparássemos com nossa imagem no espelho e arremessássemos uma pedra para quebrar de vez a nossa face ali refletida. Assim está o planeta, assim estamos nós. 
Se é verdade a tese de que a última geração atlante fora sucumbida pelo poder destruidor do vril, cuja força afundara Atlântida em uma noite, as forças da Natureza não querem nos aniquilar, mas, antes, nos alertar, de forma sábia, através de suas reações, aparentemente destrutivas, para que todos, em uma corrente planetária, compreendamos o poder da luz e do espírito, que eleva o Homem a patamares espirituais, necessários e redentores; e promove o equilíbrio vibracional que emana do planeta, que um dia fora a pérola da coroa, na Criação, para manter a ordem estelar, cósmica, e, quiçá, divina, nos eventos futuros que nos aguardam e para os quais deveremos estar devidamente preparados. Não tecnologicamente, mas, sim, espiritualmente.
As forças da Natureza sempre existiram para preservar e não para destruir; lamentavelmente, o Homem, desde que apareceu no mundo, destrói o planeta em que vive e a si mesmo, sistematicamente, e, por isso, resiste à preservação da Terra e de sua própria espécie.
Fim? De quê? Fim? De quem?